All I need is… ?

Um dia desses, minha mãe me disse: você é uma pessoa insatisfeita. Fiquei com isso ecoando na cabeça. Porque, óbviamente, é verdade. Tanto é, que só estou escrevendo esse post devido ao tédio em que me encontro, insatisfeita por a Rede Glóbulos de Television ter colocado o Festival de Verão no horário do Glee.

Aí eu tive a brilhante ideia: vamos jogar ‘insatisfação’ no dicionário:

insatisfação
in.sa.tis.fa.ção
sf (in+satisfação) 1 Falta de satisfação. 2 Estado ou qualidade de insatisfeito.

E, poxa vida, fiquei totalmente insatisfeita. Mudei pra isso:

insatisfeito
in.sa.tis.fei.to
adj+sm (in+satisfeito) Que, ou o que não está satisfeito.

Ah, vá, Michaellis!

Quando nem o dicionário consegue te satisfazer, você percebe que tá na hora de começar a pensar nisso a sério. Eu não sei qual é o problema – se as coisas não saem do jeito planejado, se a minha imaturidade está canalizada pra essa área ou se, simplesmente, esse é o meu defeito.  É tão feio?

satisfação
sa.tis.fa.ção
sf (lat satisfactione) 1 Ato ou efeito de satisfazer ou de satisfazer-se. 2 Qualidade ou estado de satisfeito; contentamento, prazer. 3 Sensação agradável que sentimos quando as coisas correm à nossa vontade ou se cumprem a nosso contento. 4 Ação de satisfazer o que se deve a outrem; pagamento. 5 Conta que se dá a outrem de uma incumbência; desempenho. 6 Reparação de uma ofensa. 7 Explicação, justificação, desculpa (…)

Mais complicado do que parece, mais doloroso do que parece. Aquela sensação de ser a pessoa mais burra do universo, mal amada, feia… E nem é tpm (ok, hoje é.)

Acho que to precisando de psicólogo. E de oração.

Tá foda!

Take these broken wings and learn to fly…

Oi, meninas. Estou voltando. Devagar, mas estou. Sem Luvinha Awards, sem afetações. Tenho andado um tanto quanto tristinha demais pra essas coisas, mas quem sabe, ao longo das férias, elas não voltam. Não é?

2011 está acabando. Foi um ano muito louco. Intenso. Começou com gostinho de saudades. Saudades do Ensino Médio, de todos os amigos que ficaram por lá. Depois, logo ali no final de Fevereiro, senti aquele cheirinho de mudança no ar… Mudança intensa, hardcore mesmo. Nunca pensei saber tão pouco e ter tantas coisas há descobrir – e isso tudo, só na primeira aula de Citologia. Ouvi professor dizer que, aquilo que tínhamos não podia ser chamado de sonho e, sim, de meta; mas tava tudo bem. Era só o começo da jornada. Abril começou engraçado. Nunca pensei que ainda existisse “correio elegante”. E no dia 14, eu fiz uma coisa que há muito não fazia… Comecei a remar, re-amar, amar.

Em Junho, passei a pagar minha própria cerveja. Em Julho, fiz minha primeira tatuagem. Agosto, me descabelei de estudar. Me preocupei muito em Setembro e sofri absurdos em Outubro e Novembro. Me desesperei. Blasfemeei. Fiz promessas… Dezembro chegou, trazendo o Natal e muitas conclusões.  As principais: não brinque com Exatas. Seja mais responsável. Permita-se. Chore. Aproveite cada minuto. E a principal: agradeça.

Há tempos eu não vivia um ano assim. Ele foi apenas um preview do que é a vida real. De verdade. Aquela de adulto, que, um dia, eu torci pra chegar logo.

C’est la vie…

E a vida é bruta, mas sabe ser doce. Como diria Raul, “o mais puro gosto do mel é apenas defeito do fel.” É preciso sentir os dois sabores para apreciá-los em sua totalidade. Afinal de contas, muito fel dá rugas e muito mel dá cáries.

2012 tá aí, batendo na porta. Chegando, de mansinho, trazendo consigo um mar de novidades. Vamos ver o que vem pela frente sem esquecer o que ficou pra trás.

Tudo, deveras, é um aprendizado. Um contínuo aprendizado. Quando conclui-se que se sabe de tudo, morre. E aí, só Deus sabe…

Por enquanto, faço como o Caio Fernando de Abreu, meu companheiro de fossas e bilhetinhos pro namorado, ensinou: “repito sete vezes, para dar sorte: que seja doce.”

Que 2012 seja incrível pra nós. Repleto de glórias, porres, amores, lágrimas e sorrisos.

Nós merecemos… né, não? ;]

Beijones!

Muro das lamentações

Ultimamente, só venho aqui pra reclamar. A minha vida tá longe de ser uma merda; tenho mais é que agradecer a Deus pela família que tenho e pelos amigos que ele me deu, mas… É foda. Infelizmente, não sei lidar com com as minhas pequenas frustrações. E de uns tempos pra cá, elas tem aparecido loucamente… Vivo oscilando entre a perfeição e a decadência, o que vem me enlouquecendo. Odeio, mas odeio mesmo essa coisa de viver um bom momento e vê-lo sendo soterrado por uma besteira. SIM, É UMA BESTEIRA! Não negue.

Já tentei lavar minhas mãos uma vez e me mandaram pra cruz. Se tento agir da maneira que uma garota legal agiria, não adianta, as coisas continuam na mesma. Já não sei o que fazer. Ou melhor, eu sei exatamente o que se gostaria que eu fizesse, mas, desculpa, essa não sou eu. E não vou mudar. Não sou adépta a essa modalidade e estou bem assim. Aos trancos e barrancos, me manterei assim.

“É que Narciso acha feio o que não é espelho”, diria Caetano. Será? Já ouvi alguém dizer que só desgostamos daquilo que é nosso próprio espelho. Do nosso reflexo. Enxergar no outro o que nos desagrada internamente. E aí, o que será?

Qual é a tua?

Qual é a minha?

Qual é a nossa?

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Gota d’água

 

Tudo está na natureza
encadeado e em movimento -
cuspe, veneno, tristeza,
carne, moinho, lamento,
ódio, dor, cebola e coentro,
gordura sangue e frieza.
Isso tudo está no centro
de uma mesma e estranha mesa.
Misture cada elemento -
uma pitada de dor,
uma colher de fomento,
uma gota de terror
O suco dos sentimentos,
raiva, medo ou desamor
produz novos condimentos,
lágrima, pus e suor
Mas, inverta o segmento,
intensifique a mistura,
temperódio, lagrimento
sangalho com tristezura,
carnento, venemoinho,
remexa tudo por dentro,
passe tudo no moinho,
moa a carne, sangue e coentro,
chore e envenene a gordura
Você terá um unguento,
uma baba, grossa e escura,
essência do meu tormento
e molho de uma fritura
de paladar violento
que, engolindo, a criatura
repare o meu sofrimento
com a morte, lenta e segura.

Eles pensam que a maré vai mas nunca volta
Até agora eles estavam comandando
o meu destino e eu fui, fui, fui, fui recuando,
recolhendo fúrias. Hoje eu sou onda solta
e tão forte quando eles me imaginavam fraca.
Quando eles virem invertida a correnteza,
quero saber se eles resistem à surpresa,
quero ver como eles reagem a ressaca!

Chico Buarque de Holanda.

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Ah! Bruta flor do querer…

Eu queria querer te amar o amor, construir-nos dulcíssima prisão

Encontrar a mais justa adequação, tudo métrica e rima

e nunca dor.

Mas a vida é real e de viés e vê só que cilada o amor me armou!

Eu te quero - e não queres – como sou.

Não te quero – e não queres – como és.

(Caetano Veloso – O Quereres)

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Maioridade!

Sim, ontem foi o meu aniversário e – SIM! – agora eu tenho 18 anos!

Já posso ir ao Tribeca, ao Asteroid, ao Vips q

Pago minha própria bebida, financio minha tatuagem, tiro a carteira de motorista.

Tenho que tirar o título de eleitor, posso ser presa, doar sangue.

Mas ainda assim, vou pedir permissão pra ir aos lugares. Ligar avisando onde estou e tentarei chegar não muito tarde. Não vou pegar carona com amigos bêbados, encher a cara até pisar na jaca e não vou esquecer da camisinha.

Vou continuar indo baijar meus pais antes de dormir e tendo crises de choro onde só um colo poderá me salvar.

Sim, mãe, eu cresci. Mas continuarei sendo o seu bebê.

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“Rather than love, than money, than faith, than fame, than fairness… give me truth.

Então, não perca seu tempo comigo. Eu não sou um corpo que você achou na noite. Eu não sou uma boca que precisa ser beijada por outra qualquer. Eu não preciso do seu dinheiro. Muito menos do seu carro. Mas, talvez, eu precise dos seus braços fortes. Das suas mãos quentes. Do seu colo pra eu me deitar. Do seu conselho quando meu lado menina não souber o que fazer do meu futuro. Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa, eu exijo. Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo.

Caio Fernando Abreu

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Tempo, tempo, tempo, tempo

Alô! Alguém ainda passa por aqui? :P Pois é, nem eu mesma consigo mais dar conta do blog. Confesso que imaginei que isso fosse acontecer, uma hora ou outra. Sempre acontece. Perco pontos na habilidade feminina de fazer mil coisas ao mesmo tempo – não dou conta de estudar, ir cedo para as aulas, ler, assistir filmes, conversar com as pessoas e manter o blog atualizado – HAHA

Sabe, ando meio desencantada com a Moda. Já faz um tempo, pra falar a verdade – desde março, provavelmente. Não sei bem por que, mas o brilho dessa história toda deu uma apagada, pra mim. Acho que não consegui lidar com a frustração de saber, na real, que não vai dar pra fazer a faculdade e trabalhar com isso, como eu sempre sonhei. Meu professor de Geografia costuma dizer que “a gente pode sonhar com qualquer coisa, mas entrar em uma universidade é uma meta”, então, como pagar uma mensalidade de R$ 1500,00 + estadia em SP + material e blablabla é mais do que sonho e sim uma realidade alternativa, desisti. Coloquei os pezinhos no chão e vi que, se não dá, não dá. Não sou a primeira, nem a última pessoa no mundo a (infelizmente) desistir de algum sonho. Faz parte. Estamos virando adultos, as coisas tornaram-se mais complexas e – de novo, infelizmente – não existe Papai Noel pra quem eu possa mandar uma cartinha, pedindo uma bolsa integral no curso que eu quero.

Na minha vida, não existe papai nenhum! HAHAHAHA -ok.

Estou me dedicando. Tentando ao máximo absorver tudo que consigo no cursinho (embora a tentação esteja sentada umas cadeiras à minha esquerda), pra que possa fazer valer a pena o investimento que minha familia está fazendo em mim. Quero, mesmo, enchê-los de orgulho no ano que vem, quando a minha foto estiver no jornalzinho dos aprovados. E, se Deus quiser, isso vai acontecer. Unicamp, aí vou eu!

Tô tão perdida quanto cega em tiroteio, mas vou tentar me encontrar. Enquanto isso, vou escrevendo, escrevendo, estudando, dando uns beijos na boca (porque a porra da carne é mais fraca do que deveria ser) e me divertindo. Enquanto eu tiver colo, gente pra me fazer e a quem eu possa fazer rir, música e umas folhas de papel e uma bic preta, tudo tem jeito.

A partir de agora, o Luvinha de Pelica entra em sua fase low-profile e passa a ser o meu ‘diário de bordo’ desse ano maluco (:

Beijones!

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/off topic

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.

Há Momentos – Clarice Lispector

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COMO ASSIM, AREZZO?!

Hoje o post não tem fotos, dicas, afetação. Hoje, a história é séria e peço que vocês leiam com carinho.

A Arezzo, que todo mundo conhece e admira MUITO por suas coleções incríveis com sapatos e bolsas babáveis, acaba de lançar sua nova coleção. Até aí, ok.

Quer atualizar o seu guarda-roupa para este inverno? As peles e pelos desembarcam nesta temporada como um dos hits da estação.  Diz o site Chic, da Glória Kalil.

Hits da temporada? Nosso país sequer tem o clima adequado pra esse tipo de material e, fala sério, tem coisa mais BURRA pra uma marca do que “dizer” a altos brados que seus materiais são 100% animais?!

Tô longe de ser ecochata, mas quem me conhece, sabe bem que gosto mais de animais do que de gente. Humanos pensam, premeditam seus atos e, por isso, supostamente somos superiores. Se é assim e uma técnica que cria pele sintética já foi desenvolvida, qual a necessidade de promover um massacre de animais indefesos? Raposas, coelhos, focas, doninhas, esquilos, guaxinins…

O boicote tá armado. Espero que a coleção entupa as lojas, que além de ser absurda, está carézima. Se você vê graça numa echarpe de pele de raposa que custa 1500 reais, desculpa, mas temos um sério problema de divergência ideológica.

Fica aí a minha indignação de desapontamento com a marca.

Shirley Manson, mostrando que além de foda, tem bom senso.


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